quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sobre viuvez precoce

Sua vida está só começando. 1 ano de namoro, 3 de casados e o amor da sua vida morre. Se fala muito sobre viuvez e quando você ouve essa palavra sempre vem na cabeça uma pessoa idosa, vestida de preto com cara de triste e definhando dentro de casa sentada na cadeira tomando chá. Mas você tem 28 anos, sem filhos, se casou recentemente e não tem o perfil dessas pessoas viuvas de filme. Você procura filme, livro, no google e as histórias são de todos os tipos, menos iguais á sua. Ou seja, não é tão simples quanto procurar receita de máscara caseira pra pele. Nossa sociedade é feita de pessoas com culturas, religiões, educação diferentes umas das outras. Se somos diferentes, reagimos á certas situações de formas diferentes certo? Então como a gente sabe o que fazer, numa situação como essa em que todo o seu futuro, seu sonho conquistado com uma pessoa acaba de uma hora pra outra? Nos meus 28 anos de experiência, eu aprendi que o jeito certo é o seu jeito, e pronto. Todas as vezes que me importei com as outras pessoas, deu muito errado. Na dúvida, se o seu jeito for errado, o que é um peido pra quem tá cagado não é mesmo? (hehe adoro essa frase) Se fosse fácil, se fosse comum, a gente sentaria na mesa do bar e perguntaria pro amigo: “ E aí fulano, o que você costuma fazer quando a pessoa que você ama e está junto a pouco tempo morre?” mas, não é bem assim. Ninguém sabe como agir. A minha primeira reação foi autoflagelação, desespero, loucura, alcoolismo, culpa, depressão. Eu não sei o que seria o certo, mas eu sei que desse jeito não estava funcionando. Procurei religião, mesmo não acreditando, e a coisa foi ficando pior. Li sobre vida após a morte, o que faz você querer morrer logo pra estar com a pessoa. Mas você tem 28 anos e, na teoria, vai demorar um pouquinho ainda. Se vai demorar o que eu vou fazer? Sentar na cadeira e esperar? Ficar sozinha pra sempre? Desacreditar no amor, já que sua “alma gêmea” foi embora? Eu definitivamente não acredito nisso. Tenho vários exemplos pra citar de pessoas que amaram, e muito, várias vezes ao longo da vida. Há quem diga que até mais de uma pessoa ao mesmo tempo...enfim. Somos plurais. Isso significa que as decisões que você toma na sua vida não são melhores que as decisões do amiguinho. São só diferentes! Ainda mais quando você ainda não passou pela mesmo experiência, o negócio é ficar quietinho mesmo, porque um dia pode ser você. Eu não sei o que fazer. A vida me pôs em uma situação em que é uma das coisas mais temidas e debatidas, a morte. Palavra horrível, coisa horrível, e, assim como diz o Leandro Karnal “a morte é o que faz com que toda a sua vida tenha sentido”. Até porque ninguém quer ser imortal. A imortalidade é vista como uma maldição! Imagina ver todas as pessoas que você ama morrendo e você INCAPAZ de morrer. Horrível. Um exemplo é o filme “A incrível história de Adaline”, pra quem não viu vale a pena. Depois do que aconteceu eu vejo a vida de uma outra forma. As coisas que antes eram super difíceis de encarar, preocupações com a opinião alheia, tudo isso virou a coisa mais idiota do mundo. No fundo, todo mundo deixa um legado. Não precisa ser um gênio que inventou alguma coisa, ou ter entrado pro livro dos recordes. Basta apenas, pelo menos ter mudado a vida de uma pessoa, de um gato, de um cachorro ou, no caso do André, ter ensinado a mim e á várias pessoas a viver. Não temer o próximo, não julgar, ser quem eu realmente sou. Por isso vivo de acordo com o que ele me ensinou. Acho que ser livre é uma forma de homenageá-lo por tudo o que ele fez por mim. Hoje faz 4 meses. =(

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Fênix

Existem supersticões e simpatias que as pessoas fazem na virada do ano. Dizem que tudo o que você faz nesse momento reflete em como será o resto do seu ano. Eu nunca levei isso a sério mas a virada desse ano me fez pensar. Todo ano eu passava em Buritama na casa dos tios do André com toda a família reunida e era sempre muito gostoso. O desse ano foi diferente. Meus pais também foram, assim como do ano anterior, mas em algum momento houve uma discussão sobre religião, coisa que o André adorava falar, e ele ficou bravo e quando era umas 20 hrs ele sumiu. Saiu da casa do tio dele e foi lá pra fora bravo. Eu pensei: deve ter ido dar uma espairecida la fora e daqui a pouco vai voltar. Passou meia hora, fui la fora e ele não estava, mas beleza, ele ia voltar. As horas iam passando e nada do André. Eu levando numa boa conversando com todo mundo. 23 hrs e nada. Eu já começava a ouvir os fogos, barulho de gente se divertindo, e eu ali esperando ele pra passar esse momento comigo. 23:30 e eu pensava: não é possível que esse cuzão vai passar a virada sem mim. Eu comecei a ficar desesperada, todo mundo saiu pra ir ver os fogos em um lugar legal que eu não lembro onde era, mas eu não fui. Comecei a chorar. Uma mistura de tristeza e raiva porque ele não tava lá comigo e, enfim, deu meia-noite. Passei a virada chorando porque a pessoa mais importante pra mim não estava comigo. Comecei a ficar preocupada, minha mãe tentou me acalmar, todo mundo voltou e eu pedi pra irmã dele ir comigo procurá-lo. A cidade era pequena, não ia ser muito difícil. Fomos pra praça central da cidade, dei umas voltas nas redondezas e nada. Quando resolvi voltar para a casa, já devia ser umas 2 da manhã, e ele estava lá, do lado de fora como se nada tivesse acontecido. Eu tava tão puta que passei por ele e nem olhei na cara dele e na hora de dormir, fui dormir num hotel. Jurava que ia largar dele por ter feito isso comigo. No outro dia, voltando pra Rio Preto, não falamos uma palavra. Foi na hora de chegar em casa que ele me perguntou por que é que eu estava tão brava e eu falei, que ele devia ter pensado em mim, ou pelo menos me chamado pra ir sumir com ele. Ele me pediu desculpa, disse que só precisava sair dali um pouco e que não sabia que eu ia ficar tão chateada. É CLARO QUE EU IA FICAR CHATEADA! Ficava com essa coisa na cabeça e de alguma forma pressentia que aquilo ia dar merda, já que em todos esses anos a gente fazia tudo junto caramba! Justo num momento tão importante ele some e me deixa sozinha? Não quero dizer que tudo aconteceu por causa disso, mas parecia um pequeno treinamento pro que estava por vir. Fiquei semanas pensando nisso, e como toda mulher chata num relacionamento ficava o lembrando do que ele fez (não façam isso, é feio). Hoje faz 3 meses e 16 dias que parecem 3 anos. Assim como algumas pessoa me falaram, a dor vai amenizando e como eu já passei por muita bosta nessa vida acho que superar isso vai ser um pouco mais fácil do que pra algumas pessoas. Acho que não devo me sentir mal por isso. Eu sempre tive depressão e a maioria dos meu problemas, talvez 90% deles eram coisas da minha cabeça, então eu deixava a depressão e a tristeza me consumir. Não dava nada porque esses problemas não existiam de verdade. A ansiedade faz você pensar que você tem problemas de verdade. A depressão cria problemas pra você se preocupar á toa e como você é idiota, acredita. Dessa vez, não é coisa da minha cabeça. É um problema grande e real. Dessa vez não posso deixar isso me consumir como das outras vezes, porque se eu deixar, vai. Se antes eu achava que um término de relacionamento ou uma crise existencial era uma problema e me afundava por isso, hoje eu tenho um problema de verdade e não posso me abalar. Eu tenho pessoas que gostam de me ouvir cantando, tenho amigos me apoiando e tenho meu poder de transformação que me permite ser quem eu quiser. Eu mudei muita coisa na minha personalidade e estilo de vida. Deve ser o meu cérebro me salvando, sabendo que eu poderia tirar a minha vida ou virar um crackeira/zumbi do centro se eu não mudasse e se não continuasse acreditando no amor. Alerto que minha mudança de vida pode não agradar a todos e alguns podem não entender, mas nosso cérebro é mesmo maravilhoso e nosso melhor amigo. Ele só quer ver a gente bem.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Lonely Girl

Nesse 1 mês sem o André aconteceu o possível e o impossível. Surtei, queria vê-lo de qualquer jeito então fiz o ritual ficar bêbada na barbearia e chamar o nome dele, mas nada. Eu me bati, me arranhei. Chorei, gritei, perdi a voz. Não comi, não dormi, bebida, cigarro, fiquei doente, perdi peso. Briguei com as pessoas, abracei as pessoas. Saí sozinha, toquei sozinha, estou sozinha. Me vejo terminando o show, a maioria indo pras suas respectivas casas com seus namorados/maridos/ficantes e eu arrumando minhas coisas sozinha, entrando no carro sozinha, chegando em casa sozinha na minha cama sozinha. Foram 4 anos de namorados siameses e agora me vejo assim. Não é justo. Tudo o que eu fiz foi machucar a mim mesma, e nada trouxe o André de volta. Eu queria pedir sua ajuda meu amor. Queria que você me ajudasse nesse momento, mas a minha falta de crença em algo superior me leva a acreditar apenas no que você mesmo falava pra mim: Todo mundo é sozinho. Por mais que você poste no face "Happiness is only real when shared", o que não deixa de ser uma verdade, há uma outra verdade. Buda Sakyamuni ensinou que nascemos e morremos sozinhos. Durante nossa vida também, porque tudo o que eu fizer á mim, vai voltar pra mim. Se eu comer muito vou engordar, independente da presença de outra pessoa ao meu lado. O amor é essencial, mas lá no fundo, bem no fundo, existe um mundo só seu. É solitário mas poxa, é só seu! Eu fiz um monte de merda nesse tempo todo, coisa que era inevitável por causa da explosão de sentimentos que estou tendo agora, que voltou pra mim em forma de doença. Gripe, minha asma voltou, fraqueza, problema no estômago por beber demais, meu calo vocal que era pequeno deve ta o dobro do tamanho e sei lá mais o que. Tenho até medo de ir ao médico. É lógico que o André gostaria que eu fosse uma pessoa melhor. É claro que ele gostaria que eu mudasse, e eu vou. Vou mudar por ele, pelo amor que sinto por ele já que preciso lutar pelas injustiças que aconteceram. Faço isso por você meu amor, sempre. Apesar de estar sozinha, ainda sinto você nos meus pensamentos. Isso me conforta.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Mais forte

Quando eu conheci o André (digo quando conheci de verdade em 2012, apesar de conhecer ele desde os 16 anos) ele tinha acabado de sair de um relacionamento/casamento de 5 anos e eu também estava bem desanimada com a vida depois de vários relacionamentos abusivos. Fiquei anos assim encontrando pessoas que não me aceitavam do jeito que eu sou e minha profissão. Acho que a maioria dos homens querem ter aquela menina meio boneca, não fale, não escute, não faça nada e não tenha sua vida nem sua personalidade. Eu posso, mas você não. Escutei várias coisas do tipo "tem muito homem que fica olhando pra você no palco", "você não é confiável", disso pra pior. Logo vi que o André não era assim. Eu estava tão abalada mentalmente com todas essas rejeições e coisas horríveis que tive que ouvir que eu não acreditava que uma pessoa tão maravilhosa pudesse ficar comigo. Ele me acolheu, cuidou de mim e apesar de todo esse passado horrível ele me aceitava. Vi que ele era um grande admirador das mulheres fortes, das mulheres com personalidade, com atitude e ele me mostrou que eu era assim. Pra mim eu era tudo aquilo que me falaram, que não era confiável e tal. Uma vez um cara até chegou a falar "meninas como você Samara não são pra casar. É muito difícil pra um homem aceitar esse estilo de vida. Aceita que você vai ficar sozinha pra sempre" e eu chorei. Nesse dia chorei muito e tudo isso que me falavam entrava na minha cabeça e ficava porque eu achava que era verdade. Depois que o André me mostrou que eu não era nada daquilo eu queria esfregar o André na cara de todo mundo, e acho que fazia isso mesmo. Era minha maneira de dizer, ta aqui a prova seus babacas. Ele me ama, confia em mim e a gente ta super feliz juntos e somos super unidos. Eu perdi o amor da minha vida, mas ele me deixou muito mais forte. Eu não sei se consegui retribuir tudo o que ele fez por mim, eu espero que sim. Eu espero que ele saiba como eu sou agradecida por tudo isso. Não existe ninguém que consiga me colocar pra baixo falando coisas horríveis pra mim e acho que nenhuma mulher deve aceitar isso. Eu sou o que sou: musicista, gosto da noite, dos meus projetos como cantora e instrumentista e serei assim pro resto da vida. Se estou com alguém e essa pessoa me respeita, eu respeito de volta, aliás é uma questão de honra e caráter. Meu amor, você faz falta. Obrigada por ter feito parte de um pedacinho da minha vida, 4 anos que valeram por uma vida inteira.

terça-feira, 28 de junho de 2016

You're part of me

Agora eu entendo a frase "...só não tem jeito pra morte". Não só porque a pessoa que se foi não volta mais, mas também porque não existe remédio pro sofrimento do luto. Você pode acreditar que Deus levou, que ele cumpriu a missão, que ele tá num lugar melhor, ou que ele não ta em lugar nenhum mas não ta sofrendo aqui na Terra, mas nada disso faz com que a gente supere. A verdade será sempre essa: ele não está aqui do meu lado, não sinto mais ele perto de mim. Eu era viciada no André. Eu me vejo ainda usando suas roupas, vendo vídeos, pegando alguns objetos que eu guardei, porque igual droga, a gente não consegue largar de uma vez. Seria melhor tentar esquecer, não olhar nada disso, mas poxa, quem disse que eu quero esquecer? Eu não quero tirar ele de perto de mim, não quero arrancá-lo agora porque seria insuportável. Ele vive em mim ainda na maneira como eu me visto, nas decisões do dia a dia, na hora de fazer uma tattoo (fiz essa da foto na minha panturrilha em homenagem á ele), na hora de dar risada de um meme na internet, tudo! Eu acordo pensando nele, tomo café lembrando de como ele não colocava açúcar no café, vejo um seriado e lembro que ele não ta aqui pra ver o final comigo, eu vou dormir e lembro que ele não vai me dar boa noite e me abraçar. A morte é insuportável. Eu não sabia que eu o amava tanto. Eu me culpo, tenho raiva de mim mesma, sinto ódio de quem fez isso com ele, sinto saudade, é um monte de sentimento misturado que vira um aperto horrível no peito. Não tem P.S. I love you que diminua essa dor. Não tem nada que melhore. Talvez o tempo, como todos dizem. Ao mesmo tempo sinto medo. Sou nova e imaginava uma vida inteira com ele, com mais ninguém. Imagino uma vida inteira com ele desde os meus 16 anos e ele nem sabia disso. Tenho medo de não sentir isso de novo, o que provavelmente possa acontecer, porque não tem outro André e nunca mais vai ter. Eu só queria ele. Eu faço meus shows pensando nele e se ele ia gostar daquela música nova que eu coloquei no repertório. Você faz falta...

domingo, 26 de junho de 2016

Mad World

Ele não gostava de futebol. De religião também não, mas gostava de falar sobre o assunto. Era fã de Pink Floyd, Donie Darko, Clube da Luta, gatos, Pj Harvey, suicide girls... Não tinha muita paciência comigo e minha falta de memória, mas me amava, me admirava, me apoiava. Não gostava da minha mania de contar minha vida inteira pras pessoas, de falar demais, aliás, eu também não gosto. Eu gostava porque ele não falava muito, gostava quando me chamava atenção, gostava da parte boa e principalmente da parte ruim. Os defeitos são os que eu mais sinto falta porque você percebe que daria tudo na vida pra ter qualquer momento de volta, e que até as brigas, as coisas ruins ainda eram melhores do que ficar sem você. Eu gostava quando contava que quebrou a perna e como tinha orgulho por ter passado por isso. O jeito como parecia saber de tudo, ter a resposta pra tudo. Eu gostava que você não dirigia, quando ficava indignado com o trânsito e tinha orgulho de como você era forte, andava vários Km pela cidade com a fixa. Eu tinha orgulho de tocar com você, do jeito como você tocava cajon, meio inseguro, mas feliz por estar tocando comigo. Eu gostava de cada canto do seu corpo, era exatamente tudo do jeito que eu queria. Adorava ficar em casa ouvindo um som enquanto você cozinhava pra mim. Cozinhava muito bem. Era engraçado, a gente ficava contando piada ruim o dia inteiro e me zuava porque minhas piadas eram péssimas. Ás vezes tava entediado e pegava o kendama, até nisso você era bom. Adorava ver você andando de patins e sempre ficava orgulhosa de ver como você era bom. Além de tudo isso ainda se tornou um ótimo barbeiro. Meu amor, eu gostava de tudo em você, tudo mesmo. Não tinha como alguém ser mais perfeito. Acho que o mundo é um lugar tão terrível que não permite tanta felicidade e você foi embora. Te amo.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ta tudo muito coisado.

Ontem fez 2 semanas, mas parece que se passaram 2 meses. Ontem também foi domingo e todo mundo que tem um namorado/marido sabe o que acontece aos domingos. Eu acordei e pensei em fazer as coisas que a gente fazia junto, sozinha. Geralmente de domingo a gente ia andar de patins, depois ia na quinta do golf fazer um picnic, ou ficava na casa dos meus sogros fazendo um churrasco e vendo o André ficar fazendo piada de tiozão com o sobrinho dele. Ás vezes eu queria ir ao shopping comer alguma coisa e ficar observando as pessoas que passavam e tomar sorvete. Peguei meu patins e fui pro Júpiter, mas minhas pernas não queriam me obedecer. Por algum motivo elas estavam muito cansadas, sem força. Não consegui fazer muita coisa e o lugar estava extremamente horrível e sem graça sem ele. Só ele tinha aquele estilo todo pra andar de patins e o braço todo tatuado que fazia o Júpiter ficar maravilhoso, apesar de sujo e com aquela cor esverdeada esquisita. Peguei o carro e fui procurar o que fazer e pensei: "preciso reaprender a ficar sozinha". Meu domingo tava bonito, o pôr do sol chegou e eu estava sozinha dentro do carro sem nada pra fazer. Não tinha picnic e ninguém pra deitar no colo e falar de qualquer coisa. Quando eu tava com ele desse jeito, eu só sentia uma coisa: muita paz. Parece que ter paz e ser feliz não é uma coisa muito permitida nesse mundo. Era muito perfeito. Eu tinha medo de perdê-lo, era meu maior medo. Perder aquela sensação de paz e saber que a pessoa do seu lado não podia ser a melhor, sentir segurança. Meu domingo acabou de uma forma horrível, apesar de ter visto alguns amigos. Eu achando que estava bem, no meio da noite você se descontrola, briga com algumas pessoas, fala um monte de bosta e percebe que não tem mais paz, nem segurança e nem felicidade. Percebi que o André era meu ponto de equilíbrio e sem ele ficou tudo coisado. Sem ele posso ser uma pessoa horrível se eu não começar a me controlar. Ao mesmo tempo penso que se tivesse acontecido o contrário, ele também ia estar assim, se sentindo horrível, porque eu conheço ele. Se isso não foi amor de verdade então não sei o que é.